trabalho: idade conta?



Uma coisa que tenho notado cada vez mais, tendo, claro, além de mim mesma como base, mas também as pessoas da faixa etária balzaquiana e acima, é a tal da falta de perspectiva profissional. Ok, se você faz parte da classe estável inserida no mercado de trabalho, erga as mãos para o céu. Me refiro a outro grupo. Falo, entre muitos personagens, de mulheres com mais de trinta, por exemplo, as sem filhos, e as que buscam recolocação. Muitas vezes me pergunto se quando uma empresa recebe um currículo onde se apresenta assim a candidata: “*Fulana de tal, *estado civil, *idade, *sem filhos”, a última informação se revela para os recrutadores como um tipo de outdoor mais ou menos do tipo: “Ei, não tenho filhos, mas se lograr esse cargo vou arrumar um bebê rapinho e, assim, estou assegurada e vocês vão ter prejuízo em me contratar”. É engraçado como, nós, mulheres, somos responsáveis pelo relógio biológico até na hora de concorrer à uma vaga de emprego. Ladeira abaixo No canal de You Tube da Danielle Silva, do Driverh, em um vídeo ela expõe a questão da idade em processos seletivos. Até os jovens de vinte poucos enfrentam dificuldades. São aqueles que ainda não possuem a primeira experiência profissional, pois o mercado busca pessoas experimentadas e com qualificação considerável. O vídeo também menciona que cada vez mais os jovens estão se graduando antes dos vinte e cinco, e isso tem peso nas seleções. Mas, voltando aos trinta-e-poucos-pra-mais, essa categoria de candidatos são orientados a sempre se reciclarem e nunca parar de estudar. Certamente o eterno aprimoramento é necessário, mas creio que também falta apoio por parte das contratantes. Um candidato é, acima de tudo, uma pessoa com um passado e uma percepção de vida que também transcende o emprego em si. Por exemplo, uma mulher que goza de licença maternidade, quando volta à rotina, muitas são logo demitidas, como conheço vários casos. E ainda tem a questão da procedência acadêmica (universidades renomadas e de altas mensalidades, regalo para poucos), que pesa em uma avaliação, há também o fato de muitas empresas buscarem cada vez mais profissionais “Bombril”, que, geralmente, são mal remunerados e têm de lidar com acúmulo de funções. Quer pagar quanto? A questão da remuneração é outro caso à parte. Como mencionado anteriormente, o acúmulo de funções têm sido comumente associado a baixo salário, principalmente no momento atual do país, onde o nível de desemprego é alarmante e as pessoas acabam se permitindo receber um vencimento inferior ao adequado. É certo que todos temos responsabilidades e as contas não esperam, óbvio. Mas as empresas são vampiras na hora de contratar, pois sabem dessa vulnerabilidade (sim, elas sabem) e fazem a coreografia que bem entendem, dance quem puder. Se assim não fosse, não haveria tanta exploração de mão de obra, e olha que isso é assunto para outro artigo. Se ocupe Não desanime na busca por emprego ou recolocação. Se ocupe com estudos, mesmo sem dinheiro. A internet é um recurso inesgotável de conhecimento, dá pra ser autodidata, sim. Se o problema é outra língua, há grupos gratuitos de estudo para idiomas nas redes sociais. Alguns até promovem encontros semanais para conversação, como CS English Conversation Group, no Facebook. Há também o Free Walking Tour, que realiza passeios turísticos narrados em inglês na capital, dá para praticar de verdade e ainda fazer amigos, inclusive, estrangeiros. Se puder pagar cursos, não hesite também. Aprendizado é o melhor investimento pessoal. Mesmo quando você se matriculou naquele cursinho de artesanato e descobriu que não era bem sua praia, é válido, afinal, para reconhecer suas predileções é preciso experimentar.

Conheça:
Free Walking Tour
https://www.saopaulofreewalkingtour.com/
CS English Conversation Group
https://www.facebook.com/groups/languameet/




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